Comentário capítulos 1, 2 e 3 do livro "Filosofia da caixa Preta"
Logo nos três primeiros capítulos do livro “Filosofia da caixa preta” o autor Flusser provoca e constrói uma crítica sobre a relação entre o homem, os aparelhos e as imagens por eles geradas. Flusser explora especificamente a diferença do que ele considera imagens tradicionais e imagens técnicas. As imagens tradicionais são produzidas por seres humanos que utilizam um pincel, uma caneta ou algum outro instrumento, já as imagens técnicas são as produzidas por seres humanos por meio de um aparelho, como uma câmera fotográfica.
A crítica do autor se estrutura na perda da sensibilidade na produção de imagens técnicas, pois nesse caso o ser humano é submetido ao aparelho por não dominar sua forma de funcionamento e não conseguir decodificar o que se passa no interior da caixa preta. A utilização de aparelhos automatiza e massifica o pensamento, fazendo com que as pessoas não mais busquem por diferentes nuances pela aparente facilidade apresentada por esses equipamentos e se limitam à produção de imagens “'falsas', 'feias' e 'ruins'''.
O filosofo propõe a saída da caixa preta e a não soberania dos aparelhos. Ao contrário, devemos manusear de forma criativa e não-óbvia, como através do uso de negativo e sobreposições para a criação de imagens realmente únicas que fujam dessa padronização. Dessa forma, será possível perceber que é sim possível utilizar as tecnologias de maneira pensada e sair da alienação em que nós mesmos nos inserimos, a qual somos dominadores e os dominados pela nossa própria criação.

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